VICTOR HAYASHI – SEGURANÇA EM IOT – PODCAST #11

Nesse bate-papo com o Victor Hayashi, um dos escritores do livro Segurança em IoT, falamos sobre segurança em dispositivos de Internet das Coisas, aplicações residenciais, aplicações na indústria, livros, seu trabalho de mestrado, controle de acesso, cursos, arduino, hardwares e mais.

Wireless Aruba – EIRP (Equivalent Isotropically Radiated Power)

O EIRP (Equivalent Isotropically Radiated Power) é a força de sinal de RF mais alta transmitida por uma antena específica e é calculado adicionando a potência do transmissor (em dBm) ao ganho da antena (expresso em antena isotrópica ou decibel referenciado a antena isotrópica [dBi]) e subtraindo quaisquer perdas do cabo (em decibéis):

EIRP = potência Tx (dBm) + ganho da antena (dBi) − perda do cabo e acessórios (dB)

Exemplo: Qual o EIRP de um sistema com rádio de 14 dBm, antena de 8dBi e perda nos cabos e conectores de 1 dB?

Resposta: 14 + 8 – 1 = 21 dBm

A FCC é o órgão americano competente que define as regras e normas técnicas relativas aos vários tipos de equipamentos eletrônicos, incluindo dispositivos de frequência de rádio, equipamento terminal de telecomunicações e equipamentos industriais, científica e médica (ISM).

Tanto as comunicações licenciadas quanto as não licenciadas são reguladas nas seguintes áreas:

  • Frequência;
  • Banda;
  • Potência máxima do Radiador Intencional (IR – Intentional radiator);
  • Valor máximo do EIRP;
  • Uso indoor ou outdoor;
  • Regras para compartilhamento de espectro (spectrum);

 A Anatel regulamenta a potência máxima de um sistema no Brasil. Não importa qual a potência do seu rádio, mas sim qual a potência efetiva sai da antena (rádio + amplificador + ganho da antena – perdas).

Para validar o valor do EIRP de cada AP Aruba em sua rede, digite o comando ‘show ap allowed-max-EIRP’ via CLI no AP ou controller:

Para validar os canais permitidos, digite o comando ‘show ap allowed-channels’ via CLI no AP ou controller:

Um agradecimento especial ao Alexandre Biehl, pela ajuda na coleta de informações.

Até logo.

Referências

HENRY, Jerome; BARTON, Robert; HUCABY, David CCNP Enterprise Wireless Design and Implementation – Cisco Press, 2021.

COLEMAN, David D.; WESTCOTT, David A. CWNA Certified Wireless Network Administrator – 5ª ed. Sybex – 2018 Aruba Certified Design Professional_ Official Certification

https://www.fr.net.br/2016/04/wifi-o-que-e-eirp.html

https://shopdelta.eu/e-i-r-p-effective-isotropic-radiated-power-potencia-isotropica-radiada-equivalente_l7_aid837.html

BRUNO WANDERLEY – TI COM AÇAI / REDES / WIRELESS / TELECOM / SATELITES / CONCURSO PUBLICO – PODCAST #10

Nesse bate-papo com o Bruno Wanderley do TI com Açai, conversamos sobre carreira, redes wireless, redes satélites, estudo para concurso, livros, cursos e mais. A conversa foi sensacional. Vale a pena assistir.

VÍDEO: NETSH – COMO DESCOBRIR (OU RELEMBRAR) A SENHA DO WI-FI NO WINDOWS?

Se estiver usando um computador Windows com uma conexão de rede sem fio, você poderá usar o comando Netsh para gerenciar suas configurações de rede cabeada e sem fio.

Com o netsh é possível visualizar as configurações wi-fi, solucionar problemas e configurar praticamente todos os adaptadores de rede em um computador local ou remoto utilizando esse comando.

Neste tutorial, mostraremos como usar a ferramenta de linha de comando Netsh WLAN para gerenciar conexões sem fio no Windows e descobrir a senha de SSIDs cadastrados, capabilities e mais.

Referências:


https://www.webservertalk.com/netsh-wlan-commands

https://support.microsoft.com/en-us/windows/analyze-the-wireless-network-report-76da0daa-1db2-6049-d154-7bb679eb03ed

https://smartworldclub.net/11699174-netsh-command-to-manage-windows-wifi-network-connection

https://www.techtudo.com.br/noticias/2016/11/como-conectar-gerenciar-e-excluir-redes-wi-fi-no-prompt-de-comando.ghtml

Vídeo: REDES WIRELESS – COLETA DE INFORMAÇÕES PARA UM PROJETO WI-FI

Nesse vídeo listamos algumas perguntas a serem feitas para o levantamento de informações para desenvolvimento de um projeto de rede sem fio.

Eu utilizo esse questionário para desenvolvimento de projetos de Wi-Fi e auxiliam a encontrar os problemas as serem resolvidos, necessidades de negócio e a escolha dos equipamentos que ajudarão em todo o ecossistema da rede sem fio.

Wireless: MIMO e Multi-User MIMO

Uma das principais funcionalidades dos padrões WiFi 802.11n e 802.11ac reside na camada física do modelo OSI, que utiliza a tecnologia multiple-input, multiple-output (MIMO). A tecnologia oferece o uso de múltiplos rádios e antenas, chamados de radio chains. Os rádios MIMO transmitem múltiplos sinais ao mesmo tempo para tomar vantagem sobre o sinal multipath.

O Multipath é um fenômeno de propagação do sinal que resulta em dois ou mais caminhos do mesmo sinal sendo recebido por uma antena com a diferença de nanosegundos. Devido à natureza do espalhamento das ondas (do sinal RF) e comportamentos de propagação como reflexão, espalhamento, difração e refração poderão ocorrer no sinal, ocasionando o multipath.

As antenas com tecnologia MIMO utilizam-se do DSP (digital signal processing) para separar o sinal original transmitido. Em fato, múltiplos sinais enviados pelo transmissor MIMO podem chegar simultaneamente ao receptor, o sinal então pode ser cancelado e a performance será basicamente a mesma de um sistema não-MIMO.

Antigamente, os DSP’s, ou Processadores de Sinal Digital não eram tão desenvolvidos. Hoje,  os processadores possuem maior poder computacional e são capazes de recuperar o sinal transmitido ao receptor em diferentes intervalos de tempo.

Os DSP’s então têm a responsabilidade de receber os dados, ‘separar’ em diferentes partes, enviar cada parte por antenas diferentes – ao mesmo tempo, no mesmo canal. E fazer o processo inverso no receptor.

Radio Chains

Os rádios legados 802.11 transmitem e recebem sinal RF utilizando o sistema single-input, single-output (SISO), utilizando um radio chain que é um rádio que suporta toda arquitetura, incluindo mixers, amplificadores e conversores digital/analógico.

A tecnologia MIMO consiste em múltiplos radio chains onde cada um possuirá sua própria antena. Um sistema MIMO é caracterizado pelo número de transmissores e receptores utilizados por diversos radio chains. Por exemplo, um sistema 2×3 MIMO poderá consistir em 3 radio chains com 2 transmissores(TX) e 3 receptores(RX), já um sistema 3×3 MIMO poderá utilizar 3 radio chains para transmissão(TX) e recepção(RX).    

O uso de múltiplos transmissores em um sistema MIMO provem a transmissão de mais dados utilizando multiplexação espacial. O uso de múltiplos receptores aumenta a relação sinal ruído (SNR).

Multiplexação espacial

Um rádio MIMO tem habilidade de enviar fluxos de dados únicos de maneira independente. Cada fluxo de dados independente é conhecido como fluxo espacial (spatial stream) e cada fluxo único pode conter dados que são diferentes dos outros fluxos transmitidos por um ou mais rádios. Cada fluxo irá atravessar diferentes caminho caminhos até o receptor, chamado de diversidade espacial (spatial diversity). O envio de diversos fluxos independentes de um único dado utilizando spartial diversity é geralmente referenciado também como spatial multiplexing (SM) ou spatial diversity multiplexing (SDM).

O benefício de enviar fluxo diversos para um único dado é o aumento da largura de banda.

 Na imagem abaixo mostramos um AP MIMO 3×3:3 transmitindo 3 independentes fluxos de um único dado  para um cliente MIMO 3×3:3.

Geralmente os fabricantes utilizam a sintaxe de 3 números para indicar a capacidade de transmissão dos APs, por exemplo 3×3:2: O primeiro número informa a transmissão (TX), o segundo a recepção (RX) e o terceiro número representa a quantidade de fluxos únicos de dados podem ser enviados e recebidos.

Em boas condições, quando um AP 3×3:3 e um cliente 3×3:3 estão comunicando entre si, 3 fluxos espaciais podem ser utilizados para comunicação unicast. Entretanto, quando um AP 3×3:3 comunica com um cliente 2×2:2, somente dois fluxos espaciais serão utilizados para comunicação unicast. Isso será definido durante a conexão ao BSS (basic servisse set), o access point é avisado sobre as capacidades MIMO do cliente.

Multi-User MIMO

Os padrões 802.11n e 802.11ac permitem o uso do MIMO para transmissão de múltiplos fluxos  de dados transmitidos  em diferentes antenas ao mesmo tempo. O padrão 802.11ac também permite a comunicação simultanea com até 4 dispositivos utilizando a tecnologia MU-MIMO. Os rádios 802.11n não suportam MU-MIMO, mas podemos dizer que eles utilizam a tecnologia SU-MIMO (single-user MIMO).

Ambos, 802.11n e 802.11ac são capazes de transmitir múltiplos fluxos de dados, mas muitos equipamentos devido a limitações são capazes de receber apenas um fluxo de dados.

O objetivo do MU-MIMO é o uso de diversos fluxos espaciais quando possível, transmitindo  dados para múltiplos clientes ao mesmo tempo, seja na transmissão para um cliente de 4 fluxos espaciais ou 4 clientes utilizando um fluxo espacial cada,

Com o Multi-User MIMO (MU-MIMO), os APS podem utilizar a sintaxe de 5 números para indicar a capacidade de transmissão dos APs, assim como no MIMO, o primeiro número informa a transmissão (TX), o segundo a recepção (RX) e o terceiro número representa a quantidade de fluxos únicos de dados podem ser enviados e recebidos. O terceiro número representa quantos fluxos de dados de usuário único (SU) podem ser enviados ou recebidos. O quarto número refere quantos fluxos de múltiplos usuários (MU) podem ser transmitidos. Um quinto número é usado para representar um grupo MU-MIMO ou quantos clientes MU-MIMO estão recebendo transmissões ao mesmo tempo. Por exemplo 4×4:4:3:3. O AP pode transmitir e receber 4 fluxos espaciais para 1 usuário (SU-MIMO). Entretanto somente 3 fluxos espaciais podem ser enviados (MU-MIMO) para 3 clientes com capacidade MU-MIMO.

Referências

http://www.telecomhall.com/br/o-que-e-mimo.aspx

COLEMAN, David D.; WESTCOTT, David A. CWNA Certified Wireless Network Administrator – 5ª ed. Sybex – 2018 Aruba Certified Design Professional_ Official Certification

Aruba InstantOn – Configurando PPPoE

Em uma rede que oferece DHCP ao AP InstantOn o provisionamento é bem intuitivo e basicamente você necessita apenas utilizar o app ou efetuar o provisionamento através do portal web: http://www.comutadores.com.br/aruba-instant-on-configuracao-atraves-do-app/

Para a configuração do AP para estabelecer a conexão com o provedor atraves do PPPoE é necessário efetuar um procedimento diferente com alguns pontos de atenção:

1. A configuração do PPPoE deverá ser executada antes da integração do AP com a nuvem. Caso o AP já esteja integrado com a nuvem, a configuração do PPPoE não estará mais disponivel para modificações.

2. No entanto, se o AP perder a conectividade com a nuvem e forem detectadas falhas de PPPoE, você poderá acessar a WebUI local e atualizar as configurações novamente.

Configurando InstantOn com PPPoE

Siga as etapas abaixo para configurar o PPPoE na sua rede:

1. O Instant On AP deve estar conectado ao modem fornecido pelo provedor, mas não possui um endereço IP fornecido pelo servidor DHCP.

2. Quando o LED do AP ficar laranja sólido, o AP transmitirá um SSID InstantOn-AB:CD:EF aberto, após aproximadamente um minuto – em que AD: CD: EF corresponderá aos três últimos octetos do endereço MAC do AP.

3. Conecte seu notebook ou celular ao SSID e acesse o servidor da Web local em https://connect.arubainstanton.com. A página de configuração local da WebUI é exibida.

4. Em Endereçamento IP, selecione o botão de opção PPPoE.

5. Digite o nome de usuário e a senha do PPPoE fornecidos pelo seu provedor, nos respectivos campos.

6. Clique em Aplicar. O AP será reiniciado assim que a configuração do PPPoE for aplicada.

7. Aguarde as luzes LED piscarem em verde e laranja. Isso indica que o link PPPoE está ativo e estável. Você verá o status de integração do dispositivo agora com a mensagem ” Waiting to be onboarded.. “. Esta etapa pode levar mais cinco minutos, se o AP atualizar seu firmware durante o processo de reinicialização.

Referências

https://www.arubainstanton.com/techdocs/en/content/get-started/pppoe.htm